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(Finalmente) Conheci São Miguel! Roteiro de 4 dias

  • Foto do escritor: TheGirlCalledJ
    TheGirlCalledJ
  • 2 de abr. de 2019
  • 5 min de leitura


Desde hotéis, a restaurantes, a sítios imperdíveis, nestas próximas linhas nada vai faltar. Preparada/o para sentir aquela invejazinha boa? Vamos a isso!


No passado dia 26, peguei na minha amiga Inês e partimos em busca de 2 das ilhas dos Açores, isto porque há anos que eu dizia que queria conhecer cada ilha de uma ponta à outra, e só me ficava pela pesquisa de preços. 2019, pelos vistos, foi o ano.


Primeiro que tudo, antes de eu começar a bombardear informação, procurem sempre os voos com a máxima antecedência, dado que conseguem preços (bastante) acessíveis se assim for. Nós optámos por uma companhia low-cost, e o mais chato é mesmo a política de bagagem. Mas vive-se bem com isso.


Ficarmos alojadas sempre no mesmo sítio nunca esteve em cima da mesa, e à medida que íamos tentando fazer o roteiro para cada dia, mais a certeza tínhamos disso. Chegámos a Ponta Delgada ainda de manhã, fomos alugar carro (não tínhamos feito nenhuma reserva antes, daí não haver um Fiat 500 ou um Smart girinhos para as fotos, sorry guys!), e deixámos logo as malas no primeiro hostel da viagem - e que belo que era! - "Out of the Blue". Oxalá fosse paga para dizer que é dos sítios mais incríveis onde já dormi, porque de facto tem um preço que mais parece uma burla do OLX, e um conforto que não nos faz sentir saudades de casa. True story.


Para além do hostel ser no centro de Ponta Delgada, ainda é a 5 minutos a pé do primeiro restaurante onde parámos: o Alcides. Chegámos lá com uma lista infinita de sugestões com o "Melhor Bife", a "Melhor Carne", e a verdade é que estava tudo DELICIOSO. Bem, partimos para o Hotel Monte Palace, que está abandonado e antigamente era um Resort & Spa, e aí apercebemo-nos que, de facto, a ilha de São Miguel é especial. Bolas, não me vão dizer que aquela vista se tem em todo o lado, pois não? Dá para subir à varanda principal do hotel, onde se deleitam facilmente com a beldade da Lagoa das Sete Cidades. Acreditem. Vale a pena.



Depois de fazermos alguns km's naquelas estradas que mais parecem saídas de um filme, e de termos descido à Lagoa, fomos até à Lagoa do Canário, que está envolvida por uma floresta maravilhosa, embora não seja fácil o sol andar por esses lados. Continuando por aí, subimos ao Miradouro da Boca do Inferno, onde as vertigens da Inês deram muito de si - a sério malta, em caso de nevoeiro e muito, muito vento, não vos aconselho a irem à ponta do miradouro. Fiquem só quase colados às arvores tipo Tarzan e depois tirem uma fotografia ou outra com um sorriso forçadinho. É capaz de resultar.



Para acabar o dia em bom, ainda tivemos tempo de visitar as piscinas e praia da Ferraria, assim como vimos o lindão do sunset na Praia dos Mosteiros.



No segundo dia, explorámos a Ananases Arruda que para além de ser tudo à borlinha, ainda são presenteados com uma simpatia que só nos Açores se encontra. Logo de seguida visitámos a Fábrica do Chá Gorreana e aviso-vos desde já, meus amigos, vão preparados para um cheiro megaaaaaa intenso. Mas aproveitem, é incrível e no fim ainda podem provar os chás gratuitamente, e a visita também é a custo zero. Depois de 365 fotografias, almoçámos na Associação Agrícola devido às mil pessoas que nos disseram maravilhas daqueles bifes. São, de facto, deliciosos! Nesta noite já ficámos alojadas no Furnas Boutique Hotel, e não tenho palavras para este hotel. Desde um pequeno-almoço de família real, ao melhor serviço de sempre, está no meu Top 3 de hotéis até hoje.



Da parte da tarde, seguimos um trilho até à Cascata do Salto do Cabrito. Esta não costuma estar muito nos guias e mapas que se veem por toda a parte, mas não a deixem de visitar. Andam um bocadinho até lá chegar, dado que só podem ir de carro até um certo ponto, mas acabam por ter a oportunidade de se sentirem num mundo totalmente à parte. No fim do dia, demos um saltinho à Caldeira Velha em busca de 1 horinha sem fazer nada de nada. nadinha, nicles. Ou seja, estivemos mesmo de molho nas águas a 39ºC (e não, lá não sujam fatos-de-banho).


No 3º dia da viagem, posso-vos já dizer que o Miradouro Pico do Ferro foi SEM DÚVIDA das minhas paisagens favoritas. Damn, como é possível. Conseguem ir de carro até lá, e situa-se pertinho das Furnas. Tem uma vista de cortar a respiração! Ainda na zona das Furnas, perto do nosso hotel, fomos à Poça Dona Beija e ao Parque Terra Nostra (sim, foi mesmo um dia de descanso), e aconselho-vos a irem ou bastante cedo ou mais ao final do dia, sendo que aquilo mais parece o Continente ao sábado de manhã. E aí sim, levem fatos-de-banho bem bem rasca, porque saem de lá laranjinhas.



Quanto ao almoço, parámos no Miroma, que é bem no centro das Furnas e provámos o belo do cozido, e uma incrível espetada mista. Ambas de comer e chorar por mais. Acabando o dia em bom, deu para visitar a Lagoa das Furnas, onde se vê toda a recolha do cozido por volta da hora de almoço, e ainda a incrível lagoa. A verdade é que por mais lagoas que vejam, nunca se vão fartar. Da Lagoa, seguimos até à Ribeira dos Caldeirões, onde ficámos boquiabertas com a quantidade de Natureza que ali está preservada. Juro, há séculos que não via tanto verde sem plástico. Triste, mas verdade.



Chegámos ao quarto e último dia em Ponta Delgada, e o que se sucedeu foi a visita à Lagoa do Fogo porque ainda não tínhamos tido a oportunidade de apanhá-la sem o céu todo nublado - é das melhores lagoas que vi - e fomos, também, à Lagoa do Congro que está bem mais escondida do que é habitual, mas que vale cada pé torcido até chegar a ela. Olhem que não foram poucos.



Não deixámos escapar o Castelo Branco, que está sempre aberto e é possível subir até lá acima, e que vos dá uma vista para toda a parte de Vila Franca do Campo. O que também vos aconselho a meterem na vossa lista, é a Ermida da Nª Senhora da Paz, que tem uma vista espetacular sobre a cidade toda, e ainda conseguem ver o famoso Ilhéu de Vila Franca (só dá para ir até ele no verão). Ah, não menos importante (de todo!), tentem ir pelo menos uma vez ao restaurante "A Tasca" - ao almoço por ordem de chegada, e ao jantar com reserva - e provem as lapas ou o bife de atum, ou até as duas coisas.



Com isto me vou, que já me deixei alongar muito, e espero incentivar-vos a começarem já a desafiar aquele vosso amigo para a viagem que querem fazer há mil anos. Qualquer informação que queiram saber e me tenha escapado, é só entrar em contacto. Mas não perguntem coisas que estão aqui vá, não sejam essas pessoas. Beijos e abraços de quem AMOU a ilha.


J.
 
 
 

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